Qualquer tentativa de compilar uma antologia será sempre aberta à crítica, sobretudo se isto tiver a intencão de juntar os melhores poemas nunca escritos. Perguntas como: Por que esta ou aquela obra não está aqui? Como é possível que esta ou aquela corrente não esteja representada? ou ainda: Onde estão todas as mulheres escritoras? são previsíveis e posso simplesmente responder a elas explicando que os poetas e os poemas recolhidos aqui foram escolhidos através da lente de meus próprios gostos e minhas próprias experiências e que, quando os li, vi algo de valor neles.
Todavia, tendo dito isso, quero esclarecer que não sou um relativista estético. Creio firmemente na qualidade absoluta de cada obra incluída aqui.
Então, qual é o propósito desta antologia e deste projeto no geral? Se nada mais, queria simplesmente que fosse uma espécie de mapa através da paisagem poética da língua lusófona. Muitos dos seus trilhos e caminhos não são traçados aqui e posso somente esperar que o leitor curioso, percorrendo um de seus caminhos mais trilhados, se sinta inspirado a dar uma volta quando queira para ver aonde os possam conduzir.
Se acede aos poemas clicando sobre os nomes de cada autor e depois rolando nas páginas respectivas. Se encontrarem alguns erros ou inconsistências, por favor, avisem-me escrevendo um correio a [email protected], assim os posso corrigir.
Para ler os melhores poemas escritos em outras línguas, clique aqui.
Divirta-se com a leitura.
João Soares de Paiva (c. 1140-c. 1194)
- Ora Faz Host’o Senhor de Navarra
Paio Soares de Taveirós (c. 1200)
- Cantiga da Ribeirinha
- A Rem do Mundo que Melhor Queria
- Como Morreu quem Nunca Bem
João de Lobeira (c. 1233-1285)
- Senhor Genta
- Ai, Senhor Fremosa, por Deus
- Ai Flores do Verde Pino
Duarte I de Portugal (1391-1438)
- Meu Dever Fez-me, como Deus ao Mundo
João Roiz de Castel-Branco (c. século XV)
- Senhora, Partem Tão Tristes
Francisco Mendes de Vasconcelos (c. século XV)
- Meu Senhor, Vós Desejais
- Trovas a Inês de Castro
- Novas da Corte
- Vaidade das Vaidades
- Feita Nos Grandes Campos de Roma
- O Sol é Grande
- Desarrezoado Amor, Dentro em Meu Peito
- Aquela Fé tão Clara e Verdadeira
- À Morte de Sua Mulher
- Canção a Nossa Senhora
- Epitáfio
Gonçalo Annes Bandarra (1500-1556)
- Trovas
Cristóvão Falcão (c. 1512-1557)
- Chrisfal
Manuel de Portugal (1516-1606)
- Outro Seu
- Que Desconcerto Amor Foi Ordenar
- A Fermosura Desta Fresca Serra
Luís de Camões (1524/1525-1580)
- Descalça Vai Para a Fonte
- Juravas-me que Outras Cabras
- Alegres Campos, Verdes Arvoredos
- Transforma-se o Amador na Cousa Amada
- Não Canse o Cego Amor de Me Guiar
- Não Sabendo Amor Curar
- Verdes São os Campos
- Ao Desconcerto do Mundo
- Oitavas a Dom António de Noronha
- Os Lusíadas
- Se Meu Desejo Só é Sempre Ver-vos
- Vosso Nome de Amor
- Aquele Claro Sol
- Livro, Se Luz Desejas
Diogo Bernardes (c. 1530- c. 1594)
- Retrato da Beleza Nova e Pura
- Põem-me Onde Queima o Sol Toda a Verdura
- Bem Mostrou o Pintor Estilo Agudo
- Meu Pátrio Lima, Saudoso, e Brando
- Desaparecem Já Por Mais que Estendo
- Na Ribeira do Lima fui Nascido
- Perdi-me Dentro em Mim
- Ao Triste Estado
- Os Versos, que Cantei Importunado
- Ao Pecado Original
- Elegia da Arrábida
- Os Olhos Meus dali Dependurados
- Da Oração
- À Morte
- Na Condição da Vida Humana
- A Seu Irmão Diogo Bernardes
Fernão Rodrigues Lobo Soropita (c. 1550 – c. 1606)
- A uma Partida
- De um Negro Namorado para a Sua Dama
- Quando o Sol Torna Donde Vos Deixou
- Do Grande Mar do Meu Tormento Antigo
- Sátira Contra o Amor
Francisco Rodrigues Lobo (1580-1622)
- Coração, Olha o que Queres
- Fermoso Tejo Meu, Quão Diferente
Brás Garcia de Mascarenhas (1596-1656)
- Viriato Trágico
Manuel da Veiga Tagarro (século XVII)
- Ode ao Pintassilgo
- Na Sepultura de Uma Dama
Tomás de Noronha (c. 1600-1651)
- A Uma Mulher que Sendo Muito Velha Se Enfeitava
Francisco de Sá de Meneses (c. 1600-1664)
- Malaca Conquistada
Violante do Céu (c. 1601-1693)
- Vida que Não Acaba
- A uma Suspeita
- Enfim Fenece o Dia
- A um Doutor
Francisco Manuel de Melo (1608-1666)
- Formosura e Morte
- Saudades
- Metáfora da Ambição
- Alegria Custosa
- Diálogo da Vida e o Tempo
- Mundo Incerto
- O Canto de Babilónia
António Serrão de Castro (1610/1614-1683/1685)
- Os Ratos da Inquisição
António Barbosa Bacelar (1610-1663)
- Glosa ao Soneto Fermoso Tejo Meu, Quão Diferente de Francisco Rodrigues Lobo
- A uma Despedida
António das Chagas (1631-1682)
- Se Sois Riqueza
- À Vaidade do Mundo
- À Sua Mulher Antes de Casar
Francisco de Vasconcelos Coutinho (1665-1723)
- A um Rouxinol Cantando
Paulino António Cabral (1719-1789)
- Aqui Sobre Esta Penha, que Defronte
- Já Corre Viração, o Sol Declina
- Às Vezes Se Não Durmo, o Pensamento
António Dinis da Cruz e Silva (1731-1799)
- O Hissope
- À Minha Morte
- Ode ao Senhor José D’Herman, em 25 de Dezembro, Dia de Natal
- Ode: Deseja o Peregrino, que Anos Longos
- O Uraguai
Tomás Antônio Gonzaga (1744-1810)
- Já, Já Me Vai, Marília
Manuel Maria Barbosa du Bocage (1765-1805)
- Tudo Acaba
- Já Sobre o Coche de Ébano Estrelado
- Temo que a Minha Ausência e Desventura
- Glosando o Mote “Nada se Pode Comparar Contigo”
- O Céu, de Opacas Sombras Abafado
- Não te Amo
- Rosa sem Espinhos
- Ai, Helena!
- Quando Eu Sonhava
- A um Amigo
- Estes Sítios!
- Destino
António Feliciano de Castilho (1800-1875)
- Cântico da Noite
Alexandre Herculano (1810-1877)
- A Graça
- O Soldado
- Num Álbum
- Mocidade e Morte
- A Voz
- A Arrábida
Gonçalves de Magalhães (1811-1882)
- Napoleão em Waterloo
- A Fantasia
- A Confederação dos Tamoios
- A Lua de Londres
- Canção do Exílio
Camilo Castelo Branco (1825-1890)
- A Maior Dor Humana
- O Noivado do Sepulcro
Raimundo António de Bulhão Pato (1828-1912)
- Carta
- Flores de Aldeia
- A Judia
- Poema da Despedida
- Meus Oito Anos
- A Valsa
- O que é Simpatia
- Saudade
- Suave Mari Magno
- A Artur de Oliveira, Enfermo
- Mundo Interior
- A Mosca Azul
- Spinoza
- Soneto de Natal
- A Carolina
- Visio
- As Penas
- Fases da Vida
Manuel Pinheiro Chagas (1842-1895)
- Poema da Mocidade
- Nirvana
- Ideal
- Mãe…
- Com os Mortos
- Idílio
- Divina Comédia
- Evolução
- Oceano Nox
- Solemnia Verba
- O Navio Negreiro
- O Gondoleiro do Amor
- O Livro e a América
- Quando Eu Morrer
- As Velhas Negras
- Esta Palavra Saudade
António Gomes Leal (1848-1921)
- Aos Vencedores
- Uma Canção de Hilário
- A Visita
- As Catedrais
- Mysticismo Humano
- À Janela do Ocidente
- Morena
- Fome no Ceará
- Regresso ao Lar
- A Lágrima
- Ruínas
- A Benção da Locomotiva
António de Macedo Papança (Conde de Monsaraz)(1852-1913)
- Salada Primitiva
- Os Ciganos
- Os Bois
- Eu e Ela
- O Sentimento dum Ocidental
Alberto de Oliveira (1857-1937)
- O Ídolo
- Aspiração
- A Casa da Rua Abílio
- A Esfinge
- As Pombas
- A um Poeta
- Língua Portuguesa
- Deixa que o Olhar do Mundo
- Em uma Tarde de Outono
- A Velhice
- A Alvorada do Amor
- Dualismo
- Interrogação
- Porque o Melhor, Enfim
Alberto Osório de Castro (1868-1946)
- Oração do Fim
- Crisantemas
Afonso Lopes Vieira (1878-1946)
- Nunca Como en Veneza
- Cancão Violeta
Antônio Francisco da Costa e Silva (1885-1950)
- Saudade
- Vou Agora Sonhar
Ortónimo:
- Padrão
- Autopsicografia
- Mar Português
- Presságio
- Há certa gente que amamos
- Isto
- São velhas as estrelas
- Dói-me o nevoeiro, dói-me o céu
- Ao pé dos salgueirais da margem
- Não sei quantas almas tenho
- Liberdade
Como Ricardo Reis
- Segue o Teu Destino
- Vem sentar-te comigo, Lídia, á beira do rio
- Antes de nós nos mesmos arvoredos
Como Alberto Caeiro
- Quando Vier a Primavera
- O Guardador de Rebanhos
Como Álvaro de Campos
- Tabacaria
- Dois excertos de odes
- Do Primeiro Regresso
- A Hora da Prece
Mário de Sá-Carneiro (1890-1916)
- Partida
Guilherme de Andrade (1890-1969)
- Simplicidade, Felicidade
- Quando a Chuva Cessava e um Vento Fino
Armando Côrtes-Rodrigues (1891-1971)
- Ergo Meus Olhos
- Passo Triste no Mundo
- Iara, a Mulher Verde
- Elegia para Minha Mãe
- In Memoriam
- Canção Elegíaca
Carlos Drummond de Andrade (1902-1987)
- A Máquina do Mundo
- Quadrilha
- As Sem-razões do Amor
- No Meio do Camino
Pedro Homem de Mello (1904-1984)
- O Bailador de Fandango
- Livro de Horas
- Súplica
- Requiem por Mim
- Único Poema de Amor
- Poema do Ferro e do Sangue
- Quando na Escuridão o Teu Riso Retinia
Vinícius de Moraes (1913-1980)
- Soneto de Fidelidade
- Soneto de Separação
- O Verbo no Infinito
- Poema de Natal
Gerardo Mello Mourão (1917-2007)
- Travessa das Isabéis
- Fuga de Zeus com Leda
- O País dos Mourões
- Invencão do Mar
- Camões Dirige-se aos Seus Contemporâneos
- Carta a Meus Filhos sobre os Fuzilamentos de Goya
- Amo-te Muito, Meu Amor
- Nasceu-te um Filho
- Da vida… Não Fales Nela
- Ode para o Futuro
- Humanidade
- Glosa à Chegada do Inverno
- Requiem de Mozart
- Sonetos da Visão Perpétua
- Os Ossos do Imperador
- Conheço o Sal
- Camões na Ilha de Moçambique
João José Cochofel (1919-1982)
- Acendem-se as Luzes
Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004)
- Apesar de Ruínas e da Morte
- A Pequena Praça
João Cabral de Melo Neto (1920-1999)
- Morte e Vida Severina
- Eu, Rosie, Eu Se Falasse Eu Dir-Te-Ia
- Mãe
Paulo Mendes Campos (1922-1991)
- Infância
- Em Noite Tropical
- Poema de Paris
- A uma Bailarina
- Despede Teu Pudor
- Poema Didático
- Cantiga para Djanira
Eugenio de Andrade (1923-2005)
- Manhã de Junho
- No Fim do Verão
- Alba
David Mourão-Ferreira (1927-1996)
- Elegia de Natal
- A Infância
- Nascimento – O Exilio
- A Morte – O Sol do Terrível
- A Mulher e o Reino
- Noturno
- A Viagem
- Como Dois e Dois São Quatro
- Não Ha Vagas
- Poema Sujo
- Prefácio
- Balada
- A Mão no Arado
- Despeço-Me da Terra da Alegria
- Poema para a Catarina
- Mercado dos Santos, em Nisa
- Flor de la Mar
- Este Rio
- Trova do Vento que Passa
- Definição do Amor
- Emboscadas
- O Primeiro Dia
- Arte Poética com Melancolia
- Parte: Como Se Tivesses de Ser Esquecida
- A Sofreguidão de um Instante
- Ode aos Natais Esquecidos
- Mãe, Eu Estou Tão Cansado
- Os Filhos São Figuras Estremecidas
Paulo Henriques Britto (1951-)
- Dentro da Noite que Construo aos Poucos
- Véspera
- Pos
- Toda Vida é Provisória
- Discurso de Platão a Alépsis
- Os Amantes de Pompeia
- Agosto Azul
- O Odio – Mathieu Kassowitz
- Do Ciclo das Intemperies
- Elas Passam